Lucas Paquetá e o West Ham consideram processar a Associação de Futebol (FA) após a investigação sobre alegações de manipulação de apostas que travaram uma transferência do meia para o Manchester City estimada em £80 milhões (aproximadamente R$ 600 milhões). A informação é do jornal The Sun.
Nesta quinta-feira, os jornais ingleses repercutiram que uma comissão reguladora independente que absolveu Lucas Paquetá das acusações de manipulação de apostas fez duras críticas à Associação de Futebol (FA) por não apresentar uma avaliação independente dos dados sobre os cartões amarelos recebidos pelo jogador. O relatório de 314 páginas, tornado público... [Leia mais]
Lucas Paquetá e o West Ham consideram processar a Associação de Futebol (FA) após a investigação sobre alegações de manipulação de apostas que travaram uma transferência do meia para o Manchester City estimada em £80 milhões (aproximadamente R$ 600 milhões). A informação é do jornal The Sun.
Nesta quinta-feira, os jornais ingleses repercutiram que uma comissão reguladora independente que absolveu Lucas Paquetá das acusações de manipulação de apostas fez duras críticas à Associação de Futebol (FA) por não apresentar uma avaliação independente dos dados sobre os cartões amarelos recebidos pelo jogador. O relatório de 314 páginas, tornado público nesta quarta-feira (3), revelou que esse aspecto foi "flagrante e surpreendente", evidenciando fragilidades na investigação da FA.
O relatório da comissão critica particularmente o investigador de integridade de apostas da FA, Tom Astley, que também foi a principal testemunha da entidade reguladora. A falha em produzir uma avaliação independente dos dados de apostas é descrita como "surpreendente", e a comissão observou que a FA pareceu contradizer as declarações de sua principal testemunha.
A comissão também questionou a independência do perito da FA em desempenho, Jack Johnson, da Stats Perform Integrity Services, por ter uma relação comercial com a entidade reguladora. Johnson foi acusado de "viés de confirmação" por não considerar a conduta de Paquetá isoladamente do que lhe fora dito sobre apostas suspeitas.
O jornal The Sun, por exemplo, destacou os prejuízos causados pela FA para Paquetá e para o clube.
"Isso lhe custou a chance de fazer parte do time de Pep Guardiola que venceu o Campeonato Inglês naquela temporada. E como ficou claro que os investigadores da FA iniciaram o caso contra Paquetá sem nenhuma evidência direta para sustentar suas alegações, a equipe jurídica do meio-campista e os Hammers estão considerando um possível processo judicial multimilionário contra a FA", destaca a publicação.
Nick De Marco KC, advogado de Paquetá, repercutiu as reportagens da mídia inglesa.
Em comunicado oficial divulgado pela FA em maio do ano passado, Paquetá foi acusado de ter violado as regras de conduta relacionada a apostas esportivas nos jogos contra Leicester City, em 12 de novembro de 2022; Aston Villa, em 12 de março de 2023; Leeds United, em 21 de maio de 2023, todos na temporada passada; e Bournemouth, em 12 de agosto de 2023, no primeiro jogo da temporada 2023/24. Ele levou cartão amarelo nos quatro confrontos em questão. Quando foi denunciado, Paquetá negou envolvimento com apostas:
Lucas Paquetá foi acusado de quatro violações da Regra E5.1 da federação inglesa, em relação à sua conduta em quatro jogos do Campeonato Inglês. Essa regra diz que um jogador "não deverá, direta ou indiretamente, tentar influenciar, para fins impróprios, o resultado, o progresso, a conduta ou qualquer outro aspecto ou ocorrência em ou em conexão com um jogo ou competição."
De acordo com documentação da FA, ofensas por apostas são separadas e distintas de acusações de manipulação dos jogos. Porém, quando pode ser provado que uma aposta afetou o resultado ou decorrer de um jogo, a acusação é específica, e não incidente de ofensa por aposta. Um jogador condenado por interferir no resultado ou decorrer de uma partida pode ser banido pela vida toda.
De acordo com a FA, a alegação era que Paquetá "procurou influenciar diretamente o progresso, a conduta ou qualquer outro aspecto ou ocorrência nessas partidas, buscando intencionalmente receber um cartão do árbitro com o propósito indevido de afetar o mercado de apostas para que uma ou mais pessoas lucrem com apostas".
A FA citou em maio que o brasileiro também foi acusado de duas violações da regra F3, o que pode configurar como má conduta para responder questões e providenciar documentos.