É impossível negar o favoritismo da Itália contra o Brasil na semifinal do Campeonato Mundial feminino de vôlei. As duas equipes se enfrentam neste sábado, às 9h30 (de Brasília), por uma vaga na final da competição, que está sendo realizada na Tailândia. As italianas vêm de 34 jogos de invencibilidade, com os títulos da Liga das Nações de 2024 e 2025, além do ouro nas Olimpíadas de Paris. O jogo será transmitido pelo sportv e terá tempo real do ge.
Dois números dão esperanças para a vitória brasileira. No histórico de Campeonatos Mundiais, são cinco jogos... [Leia mais]
É impossível negar o favoritismo da Itália contra o Brasil na semifinal do Campeonato Mundial feminino de vôlei. As duas equipes se enfrentam neste sábado, às 9h30 (de Brasília), por uma vaga na final da competição, que está sendo realizada na Tailândia. As italianas vêm de 34 jogos de invencibilidade, com os títulos da Liga das Nações de 2024 e 2025, além do ouro nas Olimpíadas de Paris. O jogo será transmitido pelo sportv e terá tempo real do ge.
Dois números dão esperanças para a vitória brasileira. No histórico de Campeonatos Mundiais, são cinco jogos entre as duas equipes, e cinco vitórias verde-amarela (Veja lista abaixo). E a última derrota da Itália foi exatamente para o Brasil, na primeira fase da Liga das Nações de 2024.
Histórico à parte, a Itália vive uma fase iluminada. Neste Mundial, por exemplo, só um set perdido em cinco jogos. Na Liga das Nações, encerrada em julho, 15 vitórias em 15 jogos. Nas Olimpíadas de Paris, ano passado, apenas um set perdido em seis jogos, com direito a 3 a 0 sobre a Sérvia nas quartas de final, Turquia na semi e Estados Unidos na final.
Para vencer a Itália, o Brasil precisa fazer um jogo perto da perfeição, algo que ainda não aconteceu nesse Campeonato Mundial. Embora esteja invicto, o Brasil teve altos e baixos nas partidas contra França e República Dominicana.
A improvável, mas não impossível, vitória do Brasil passa por alguns pontos. O primeiro é a melhora do jogo de Gabi, uma das melhores jogadoras do mundo. Ela tem feito partidas boas, mas com alguns erros em momentos decisivos, como dois bloqueios sofridos no fim do segundo set contra a França. Em um dia iluminado, eleva as chances brasileiras.
O técnico José Roberto Guimarães deve começar o jogo com Rosamaria como oposta. Ponteira de formação, ela tem sido titular da seleção na saída de rede. Está com mais altos do que baixos no Mundial, com um aproveitamento bom de ataque. Ela, por característica do time, não será aquela oposta que marca 35 pontos no mesmo jogo. Mas precisa pontuar mais para que o Brasil consiga ter mais chances.
Sempre é importante lembrar que o Brasil não conta neste Mundial com Ana Cristina, titular absoluta do time, que está lesionada. Julia Bergmann é uma substituta ótima, foi o grande nome da vitória contra a França nas quartas de final. Se mantiver o nível que teve no segundo e terceiro sets da última partida, o ataque brasileiro ganha muito.
Além dos destaques individuais, é importante alguns pontos coletivos do Brasil. Neste mundial, os melhores momentos do Brasil vieram quando o saque apareceu. O passe teve ótimos momentos, mas teve erros que foram cruciais. São dois fundamentos que podem ajudar, ou atrapalhar, o Brasil no jogo.
Dentro de quadra, o time da Itália está redondo. Egonu está com um aproveitamento acima de 60% nos ataques, o que é um número impressionante. A reserva dela, Antropova, também está muito bem. O bloqueio da Itália talvez não pontue tanto, mas consegue tocar em muitas bolas, facilitando a defesa. As centrais Fahr e Danesi formam a melhor dupla do mundo na posição. Entre as ponteiras, Sylla tem sido muito eficiente no passe e na defesa para o volume dos contra-ataques, e Nervini mantém o alto nível do time.
Em suma, a Itália tem poucos buracos e é super favorita no confronto. Uma vitória brasileira pode vir, mas terá que ser uma partida quase perfeita de todo o elenco.