O Brasil venceu por 3 a 0 o Chile no primeiro jogo de Carlo Ancelotti no Maracanã, na noite desta quinta-feira. Após o apito final, Luiz Henrique, que participou dos dois últimos gols com grandes jogadas, deu entrevista à ge tv e lembrou das origens no Vale do Carangola, região humilde de Petrópolis.
- Essa hora eu pensei: eu tenho que ser o Luiz Henrique que saiu de Petrópolis, pensei em quando jogava com meus amigos. Jogava leve, jogava solto. Quando estava no hotel, ajoelhei e pedi a Deus que eu pudesse ser o Luiz Henrique do Vale do Carangola, que jogasse feliz, que ajudasse meus companheiros e que jogasse para a minha família, que veio ao Maracanã me apoiar.
- Graças a Deus, deu tudo certo. Temos que continuar com essa pegada. Só queria ser o Luiz Henrique do Vale do Carangola, que jogasse com alegria. Não quero perder minha alegria nunca de jogar futebol, sou apaixonado e deu tudo certo.
O atleta de 24 anos esteve perto de marcar o segundo e o terceiro gols do Brasil e, ao ser perguntado sobre ter batido na trave, sorriu e elogiou Paquetá.
- No primeiro e no segundo (risos). O Paquetá foi muito bem ali, importante é que pude ajudar a equipe com duas assistências. Acho que foi uma boa apresentação, queria só jogar como jogava no vale do Carangola. Quando jogo com alegria, tudo dá certo.
- Quando eu fui para a Rússia, eu venho conversando com meus amigos, a gente faz chamada de vídeo, a gente faz célula, e o meu amigo disse: "Você não está escondido, você está guardado por Deus". Quando meu amigo disse isso, comecei a acreditar mais ainda. Quando falo isso, fico até arrepiado e emocionado. Sei que muita gente apoia, mas tenho sempre que fazer meu trabalho para que eu possa me manter 100% e ajudar o time da melhor maneira.
- Essa semana foi muito boa para mim. Eu tinha que mostrar porque sei que tem muitos atacantes excelentes no Brasil. Quando entrei em campo, dei meu melhor. Depois de muito tempo, vi minha filha junto com a minha esposa.
- Queria mandar um abraço para a minha família, para a minha filha, para a minha mãe. Se eu não tivesse eles comigo, creio que eu não estaria aqui. Eles são os meus guarda-costas. Quero dizer que os amo. Queria mandar abraço para os meus amigos da célula, para o Yuri, que vem sempre conversando comigo e que jogou comigo no Fluminense. Quando ele me chamou, não pensei duas vezes porque quando a gente está com Deus ninguém pode atrapalhar.