Gratidão. Não há palavra melhor para definir o sentimento de Beatriz Haddad Maia. Em um papo de quase 15 minutos com o “Jornal Nacional”, a tenista ressaltou a felicidade por, enfim, disputar um torneio da WTA no Brasil – e logo na cidade natal, São Paulo. Bia é a principal cabeça de chave da primeira edição do SP Open, que começou no último fim de semana, no Parque Villa-Lobos. A paulista de 29 anos estreia em simples nesta terça-feira e carrega uma expectativa de título, mas acha que o impacto do campeonato pode ir muito além da esfera pessoal.
– Espero que seja um marco e comece a escrever uma nova história para o tênis feminino brasileiro. Que deixe... [Leia mais]
Gratidão. Não há palavra melhor para definir o sentimento de Beatriz Haddad Maia. Em um papo de quase 15 minutos com o “Jornal Nacional”, a tenista ressaltou a felicidade por, enfim, disputar um torneio da WTA no Brasil – e logo na cidade natal, São Paulo. Bia é a principal cabeça de chave da primeira edição do SP Open, que começou no último fim de semana, no Parque Villa-Lobos. A paulista de 29 anos estreia em simples nesta terça-feira e carrega uma expectativa de título, mas acha que o impacto do campeonato pode ir muito além da esfera pessoal.
– Espero que seja um marco e comece a escrever uma nova história para o tênis feminino brasileiro. Que deixe um legado e faça cada vez mais pessoas jogarem aqui no Villa-Lobos – disse Bia.
Na visão de Bia, o tênis encontra um cenário bastante propício para a popularização no Brasil:
– O tênis brasileiro está em um momento muito bom, tanto no feminino quanto no masculino. Já sediávamos alguns torneios menores. Temos bons profissionais jogando, mas também uma nova geração que vem chegando. Há meninos e meninas com potencial, que podem aproveitar esse ambiente de divulgação, o apoio dos patrocinadores. Tudo isso faz com que o cenário seja melhor para ter cada vez mais gente jogando e sonhando estar no topo – diz a atual número 27 do ranking da WTA.
A chave principal de simples do SP Open começou com sete brasileiras: Bia, Laura Pigossi, Carol Meligeni, Luiza Fullana, Ana Candiotto, Victoria Barros e Nauhany Silva. As duas últimas têm 15 anos e são exemplos de atletas que ainda dão os primeiros passos no tênis.
Bia sabe que é exemplo para várias tenistas em início de carreira, mas também garante que aprende bastante com jovens como Victoria e Naná.
– Da mesma forma que as meninas se inspiram em mim, eu me inspiro nelas. No dia a dia, acabamos aprendendo com pequenas coisas: uma forma de pensar, de jogar ou um treinador que traga algo bacana. A troca é muito importante e um ponto que o tênis brasileiro precisa melhorar. Então, o SP Open pode trazer uma relação mais aberta. Acho que essa nova geração de jogadores e treinadores aceita melhor o intercâmbio de informações, e isso vale muito para a formação do atleta de alto rendimento – comenta Bia.
Ao mesmo tempo que vivem o presente e olham para o futuro, as competidoras do SP Open reverenciam o passado. A quadra central do torneio foi batizada com o nome de Maria Esther Bueno, um dos maiores expoentes do esporte brasileiro, que conquistou 19 títulos de Grand Slams entre as décadas de 1950 e 1960.
– A Maria Esther merece estátua, nome na quadra, tapete vermelho. É a nossa rainha do tênis. Uma mulher forte, que lutou muito, guerreira, corajosa. Ela chegou a comentar um jogo meu, a conheci no vestiário do Rio Open. Tenho muita gratidão por tudo que fez. Foi fundamental para o tênis brasileiro e será eternamente ídolo para todo mundo. Que a gente não só homenageie, mas lembre que ela foi nossa maior inspiração e mostrou que era possível uma mulher brasileira chegar ao topo – afirmou Bia.
A Quadra Maria Esther Bueno é um dos três espaços disponíveis para jogos do SP Open, um torneio da categoria WTA 250. Os jogos, que começaram no dia 6, vão até o próximo domingo, 14 de setembro. Há disputas de simples e duplas femininas. São Paulo estava fora do calendário do circuito feminino há 25 anos.