Aos 15 anos, Nauhany Silva está vivendo um sonho no SP Open. Disputando pela primeira vez um evento da elite do tênis, a brasileira abriu o torneio com uma vitória de virada sobre Carol Meligeni com direito a um pneu no terceiro set. A caçula da chave se tornou a primeira tenista nascida em 2010 a vencer um jogo de WTA 250. De quebra, Naná deu um salto de 423 posições no ranking.
Na quarta-feira, a joia brasileira encara na segunda rodada a argentina Solana Sierra, segunda cabeça de chave do SP Open e número 82 do mundo. Antes, porém, Naná volta à quadra do Parque Villa-Lobos nesta terça à tarde (por volta de 17h) para a estreia nas duplas ao lado de... [Leia mais]
Aos 15 anos, Nauhany Silva está vivendo um sonho no SP Open. Disputando pela primeira vez um evento da elite do tênis, a brasileira abriu o torneio com uma vitória de virada sobre Carol Meligeni com direito a um pneu no terceiro set. A caçula da chave se tornou a primeira tenista nascida em 2010 a vencer um jogo de WTA 250. De quebra, Naná deu um salto de 423 posições no ranking.
Na quarta-feira, a joia brasileira encara na segunda rodada a argentina Solana Sierra, segunda cabeça de chave do SP Open e número 82 do mundo. Antes, porém, Naná volta à quadra do Parque Villa-Lobos nesta terça à tarde (por volta de 17h) para a estreia nas duplas ao lado de Victoria Barros, mais uma promessa verde-amarela de 15 anos. As jovens medem forças com a americana Anna Rogers e a indonésia Janice Tjen. O sportv 3 transmite ao vivo os principais jogos do SP Open.
O SP Open é o primeiro evento de nível WTA no Brasil desde 2016, mas Naná já conhecia bastante as quadras do Parque Villa-Lobos. Crescida na comunidade Real Parque, na Zona Sul de São Paulo, ela e o pai, Paulinho Silva, treinavam nas quadras públicas que recentemente foram reformadas para o torneio WTA 250.
- Era muito legal. A gente vinha mais de sábado e domingo. A gente treinava e já aproveitava para beber água de coco e andava de bicicleta dentro do parque. Então era divertido. Todo fim de semana eu vinha e fazia a mesma coisa. Sempre tenho boas memórias aqui, então estar aqui jogando o meu primeiro WTA é muito especial - recordou Naná.
A tenista herdou do pai o gosto pelo tênis. Paulinho colocou raquetes no bercinho da futura atleta, assim que ela nasceu. Ele treinava a filha como era possível, usando as paredes de casa e a criatividade. Um espaço livre com gramado ou mesmo o asfalto já eram suficientes para treinar. A rede podia ser substituída por uma fita amarrada em duas árvores. Em situações mais adversas, até um pé de chinelo servia para demarcar os limites da partida.
Aos 12 anos, o talento de Naná desabrochou nos torneios de base. Ela foi convidada a entrar para o projeto Rede Tênis Brasil e passou a contar com suporte dos técnicos Danilo Ferraz e Leo Azevedo. Desde o ano passado, entrou para chaves juvenis de Grand Slam.
- Estando aqui com as profissionais, a Bia (Haddad) a (filipina Alexandra) Eala, ajuda bastante pra ver o que elas fazem. A mesma coisa em Grand Slam, que comecei a jogar. A gente consegue ver o ambiente dos prós e tenta fazer no mesmo nível - disse Naná.