Marcelle se tornou líbero titular em sua equipe, o Fluminense, na última temporada. Era a terceira opção na seleção brasileira, neste ano, atrás de Laís e Kika. Aos 23 anos, fez a fila andar e esteve no time principal do Brasil na conquista do bronze no Mundial de vôlei, encerrado no último domingo. O sucesso rápido espalhou uma onda nas redes e na internet. Além de dona Lucélia, Marcelle "ganhou" outra mãe, Fabi, bicampeã olímpica na mesma posição.
- Nessa posição, é o que muitas pessoas adorariam: ser comparada a Fabi, uma estrela. Acho que nem mereço, tenho muito a trabalhar. Se, na primeira temporada, já estou sendo comparada a Fabi, não tenho nem... [Leia mais]
Marcelle se tornou líbero titular em sua equipe, o Fluminense, na última temporada. Era a terceira opção na seleção brasileira, neste ano, atrás de Laís e Kika. Aos 23 anos, fez a fila andar e esteve no time principal do Brasil na conquista do bronze no Mundial de vôlei, encerrado no último domingo. O sucesso rápido espalhou uma onda nas redes e na internet. Além de dona Lucélia, Marcelle "ganhou" outra mãe, Fabi, bicampeã olímpica na mesma posição.
- Nessa posição, é o que muitas pessoas adorariam: ser comparada a Fabi, uma estrela. Acho que nem mereço, tenho muito a trabalhar. Se, na primeira temporada, já estou sendo comparada a Fabi, não tenho nem palavras - disse Marcelle, antes da gravação do programa "Hello LA", do sportv.
No estúdio, ela encontrou novamente Fabi - pela primeira vez depois do pódio no Mundial. Cria da comunidade da Formiga, na Tijuca, Marcelle se aventurou na capoeira e no futebol até descobrir o vôlei. Dali, o destino e o talento a levaram para o Tijuca Tênis Clube após um teste. A primeira posição foi atacante de ponta, apesar do 1,64m. Até a mudança para líbero virar a trajetória da tijucana, na seleção carioca. No adulto, ela despontou no Sesc-Flamengo, do técnico Bernardinho. Reserva, entrava basicamente para sacar. No ano passado, trocou o clube pelo Fluminense, disputou posição de líbero com Lelê e virou titular. Pouco depois, veio a seleção.
- Estou muito feliz com tudo o que vivemos lá. Foi incrível receber carinho de toda a torcida. Fica o orgulho de tudo o que conquistamos, minha primeira na seleção depois da VNL.
Para a mãe, ver a filha ter o nome atrelado à histórica Fabi é motivo a mais de orgulho.
- Perdi a minha filha para a Fabi - brincou dona Lucélia. - Mas isso é muito bom, ser comparada a Fabi, um ídolo de todas as meninas do vôlei. Foi muito gratificante, tudo que ela viveu, o crescimento dela. Passa um filme na cabeça, lembrar tudo aquilo desde o começo. A gente sabe que Deus tem muito mais para ela.
Bicampeã olímpica em Pequim 2008 e Londres 2012, Fabi, hoje comentarista do sportv, disse ter se divertido com brincadeira de "mãe de Marcelle". Mas também demonstrou um cuidado: sem pressão a mais e desnecessária em cima da novata.
- Muitas vezes, a gente precisa ter certo cuidado quando a gente projeta, cria expectativa em cima de uma jogadora. Só que, quando você olha, como foi, mais ou menos 12 jogos até o Mundial, fica difícil sustentar o discurso. Como você não se empolga?. É muito difícil que uma jogadora entre numa competição das mais importantes para a seleção brasileira e se sinta tão à vontade. Não lembro uma trajetória tão meteórica quando a gente observou com a Marcelle nos últimos dias - avaliou Fabi.
A eterna número 14 frisou que a jogadora vai construir sua própria história.
- São muito criativos. É divertido, tem a coisa do carinho, mas eu não queria trazer nenhum peso para a Marcelle. Mas eu poderia ser a mãe dela pela idade, sou um ano mais velha que a mãe dela. É tudo na linha da diversão, do sorriso. Ela é Marcelle Arruda e, não, Alvim - reforçou Fabi. - Ela vem de uma comunidade, muitas vezes teve que se reinventar. Há pouco mais de um ano, entrava para sacar no Sesc-Flamengo. Foi corajosa, tendo algumas mudanças. Vejo uma disputa, daqui para a frente, com a Nyeme. A gente passa a ter uma disputa que só engrandece a posição de líbero. Sempre tivemos histórico de grandes líberos e disputas. Estar na seleção é uma conquista muito grande, dá muita maturidade também.
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