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A interessante chacoalhada do setor bebe de uma série de passos simultâneos. Deve-se ter na conta a mudança demográfica. No Brasil, em 2025, pela primeira vez na história, o número de casais com filhos caiu para menos da metade. Convém também destacar o aspecto nostálgico, de gente cheia de tanta internet, das redes sociais e de algoritmos. Prosperam, nessa virada comportamental, espaços como o Bodogami, no bairro da Liberdade, em São Paulo, em que se divide um prato de lámen com jogos de estratégia. “O público que mais nos procura é de jovens adultos de 25 a 35 anos, especialmente depois do horário de trabalho, para relaxar longe do smartphone ou do... [Leia mais]
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A interessante chacoalhada do setor bebe de uma série de passos simultâneos. Deve-se ter na conta a mudança demográfica. No Brasil, em 2025, pela primeira vez na história, o número de casais com filhos caiu para menos da metade. Convém também destacar o aspecto nostálgico, de gente cheia de tanta internet, das redes sociais e de algoritmos. Prosperam, nessa virada comportamental, espaços como o Bodogami, no bairro da Liberdade, em São Paulo, em que se divide um prato de lámen com jogos de estratégia. “O público que mais nos procura é de jovens adultos de 25 a 35 anos, especialmente depois do horário de trabalho, para relaxar longe do smartphone ou do computador”, diz Rafael Kanaoka, fundador do endereço. No Bario Bar, com três unidades na capital paulista, a farra são os fliperamas como os de antigamente. “É um jeito de sair da rotina, limpar a mente e ficar longe das telas”, resume Lucas Santana, de 32 anos, que trabalha no mercado financeiro e coleciona tudo quanto é tipo de Lego, alavancado, ao infinito e além, pela nave Millennium Falcon de pecinhas coloridas, lançada em 2017. Não é de surpreender, portanto, que o pessoal grande tenha vontade de sair por aí sapateando no teclado como Tom Hanks.
Publicado em VEJA de 6 de março de 2026, edição nº 2985