A internação do jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 52 anos, com um quadro grave de dengue em São Paulo chama atenção para uma face menos comum — e mais perigosa — da doença. Sem previsão de alta, o caso evidencia como a infecção pode evoluir rapidamente e levar a complicações potencialmente fatais quando surgem sinais de alerta.
O que caracteriza a dengue grave?
A dengue se torna grave quando provoca sintomas como choque, dificuldade respiratória, sangramentos intensos e comprometimento de múltiplos órgãos. Antes disso, porém, muitos pacientes passam por um estágio intermediário chamado dengue... [Leia mais]
A internação do jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 52 anos, com um quadro grave de dengue em São Paulo chama atenção para uma face menos comum — e mais perigosa — da doença. Sem previsão de alta, o caso evidencia como a infecção pode evoluir rapidamente e levar a complicações potencialmente fatais quando surgem sinais de alerta.
O que caracteriza a dengue grave?
A dengue se torna grave quando provoca sintomas como choque, dificuldade respiratória, sangramentos intensos e comprometimento de múltiplos órgãos. Antes disso, porém, muitos pacientes passam por um estágio intermediário chamado dengue com sinais de alarme, que indica risco elevado de agravamento.
Esse período pode surgir rapidamente, inclusive após a febre desaparecer, o que exige atenção redobrada mesmo quando há aparente melhora inicial do quadro.
Quais são os sinais de alerta?
Entre os principais sinais de alarme estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, retenção de líquidos, queda de pressão ao se levantar, aumento do fígado e alterações em exames laboratoriais.
Um dos indicadores mais relevantes é a queda acentuada das plaquetas no sangue, condição conhecida como trombocitopenia. No caso de Felipeh Campos, a contagem chegou a cerca de 25 mil por microlitro — muito abaixo do intervalo considerado normal, entre 150 mil e 450 mil.
Esses sinais indicam a necessidade de monitoramento médico rigoroso para evitar a progressão para formas mais graves da doença.
Existe tratamento específico para dengue grave?
Não há um tratamento específico capaz de eliminar o vírus da dengue. Por isso, o cuidado médico se concentra no controle dos sintomas e na prevenção de complicações.
A principal causa de morte associada à doença é a desidratação, o que torna fundamental o acompanhamento hospitalar com reposição de líquidos por via intravenosa.
Como é feito o tratamento nesses casos?
Além da hidratação, os pacientes devem ser monitorados continuamente e receber intervenções conforme os sintomas apresentados. O tratamento varia de acordo com cada caso, com o objetivo de manter o organismo estável até que consiga combater a infecção.
A resposta clínica depende de fatores individuais, e o suporte adequado é essencial para reduzir riscos.
Por que o diagnóstico precoce faz diferença?
A identificação rápida dos sinais de alarme e a internação precoce aumentam significativamente as chances de evitar complicações graves. Quanto mais cedo o paciente recebe suporte hospitalar, maior a possibilidade de controle do quadro.
O caso de Felipeh Campos reforça a importância de reconhecer os sintomas que indicam agravamento e buscar atendimento imediato, especialmente em um cenário em que a dengue segue sendo um desafio relevante para a saúde pública.