Todos os lotes de cinco linhas de esmalte em gel da marca de cosméticos Impala devem ser recolhidos por presença de uma substância não permitida no Brasil. A ação fiscal, feita por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira, 16, é voltada para os produtos fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA.
O TPO, também conhecido como óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina, é utilizado em produtos para confecção de unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel que necessitam de exposição à luz ultravioleta (UV) ou... [Leia mais]
Todos os lotes de cinco linhas de esmalte em gel da marca de cosméticos Impala devem ser recolhidos por presença de uma substância não permitida no Brasil. A ação fiscal, feita por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira, 16, é voltada para os produtos fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA.
O TPO, também conhecido como óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina, é utilizado em produtos para confecção de unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel que necessitam de exposição à luz ultravioleta (UV) ou LED.
Em outubro do ano passado, a Anvisa publicou resolução proibindo o TPO, classificado como “tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade”. Na ocasião, também foi vetado o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina) por ser uma substância que pode causar câncer.
“Ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição, reforçando sua dimensão social”, disse, ao votar a medida, Daniela Marreco, diretora da agência. “Cabe reforçar que os eventos adversos dessas substâncias estão, em geral, associados a exposições repetidas e prolongadas, de modo que contatos ocasionais ou pouco frequentes representam risco significativamente menor, o que, contudo, não afasta a necessidade de uma medida tempestiva de proibição dessas substâncias, cumprindo nosso papel de proteção da saúde com a edição da medida de precaução ora proposta”, completou.
A reportagem entrou em contato com a Mundial, responsável pela Impala, mas não recebeu retorno até o momento. O espaço está aberto para manifestações da empresa.
Azeite irregular
Também nesta segunda-feira, a agência determinou a apreensão do azeite de oliva extravirgem San Olivetto, da empresa Agro Industria e Cerealista Norte Paraná LTDA, por irregulares referentes à origem do produto, que é desconhecida, e pelo fato de a importadora estar com o CNPJ suspenso desde maio do ano passado por inconsistência cadastral.
“Já a distribuidora, a empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda (CNPJ 40.160.646/ 0001-50), está com CNPJ baixado por encerramento desde novembro de 2024”, disse a Anvisa.