&OPENCURLYQUOTE;EU SEI, MÃE. SOU BAGUNCEIRO’. COMO O QUE MINHAS PALAVRAS TINHAM FEITO

 13/03/2026 • Colunista reflete o impacto de pequenas mensagens cotidianas para a formação da identidade desde a infância

Eu achava que estava sendo clara.

Durante semanas, toda vez que entrava no quarto do Diego e via roupas no chão, livros espalhados, um tênis no meio do corredor, eu dizia a mesma coisa:

“Diego, você é muito bagunceiro.”

A frase saía rápida, automática.

E eu tinha certeza de que estava fazendo a coisa certa. Afinal, se eu nomeasse o problema com clareza, ele finalmente mudaria.

Até a tarde em que ele voltou da escola, jogou a mochila no chão da cozinha e comecei: “Diego, você é…”

Ele me interrompeu.

“Eu sei, mãe. Eu sou bagunceiro.”

E continuou andando.

Não tinha frustração na voz dele.... [Leia mais]

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