Lançado no último fim de semana em São Paulo, o uniforme 2 da equipe nacional criado pela equipe da Nike e da Brand Jordan, aposta em uma estética mais sombria. O azul profundo, quase noturno, aparece combinado a detalhes em preto e verde-água, reforçando o conceito da campanha “Jogo Sinistro”, criada pela Nike para a Copa do Mundo de 2026. A ideia, segundo a marca, é explorar um Brasil que não apenas encanta, mas também intimida.
A mudança de tom não é só visual. Depois de anos apoiando o discurso do “jogo bonito” e da leveza tropical, a nova fase mergulha em uma narrativa mais agressiva. O próprio slogan da campanha, “Alegria que apavora”, traduz... [Leia mais]
Lançado no último fim de semana em São Paulo, o uniforme 2 da equipe nacional criado pela equipe da Nike e da Brand Jordan, aposta em uma estética mais sombria. O azul profundo, quase noturno, aparece combinado a detalhes em preto e verde-água, reforçando o conceito da campanha “Jogo Sinistro”, criada pela Nike para a Copa do Mundo de 2026. A ideia, segundo a marca, é explorar um Brasil que não apenas encanta, mas também intimida.
A mudança de tom não é só visual. Depois de anos apoiando o discurso do “jogo bonito” e da leveza tropical, a nova fase mergulha em uma narrativa mais agressiva. O próprio slogan da campanha, “Alegria que apavora”, traduz essa dualidade: o sorriso que precede a goleada, a ginga que desestabiliza adversários.
Mas fato é que nem todo mundo comprou essa proposta. Em tom crítico, Sérgio Sá Leitão ironizou o resultado em post no X. Disse ser “impossível não ver um demônio” na estampa e comparou o desenho a uma espécie de teste de Rorschach mal resolvido. Para ele, a peça passa longe de representar a identidade da seleção e deveria ser descartada antes mesmo de estrear oficialmente.
A crítica também resvala no excesso de intervenções visuais. A substituição do tradicional Swoosh pelo Jumpman, símbolo da Jordan Brand, é celebrada pela CBF como um encontro entre duas potências culturais. Já para os mais puristas, soa como uma ruptura desnecessária em um dos uniformes mais reconhecíveis do futebol mundial. Enquanto isso, dentro de campo, a camisa já tem data para ser testada: o amistoso contra a França, em Boston. Resta saber se o impacto será apenas estético ou se o “sinistro” vai mesmo se traduzir em futebol.