As profissionais mais jovens e as mais experientes possuem visões distintas sobre o avanço da equidade de gênero no ambiente corporativo, aponta a pesquisa “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, realizada pela Todas Group e da Nexus.
Enquanto 78% das mulheres de 41 a 59 anos afirmam ter enfrentado barreiras de crescimento por causa do gênero, 43% das jovens entre 18 e 24 anos relatam ter se deparado com a mesma dificuldade.
“Existe um contraste de percepção. Enquanto oito em cada dez mulheres maduras relatam barreiras de gênero, esse índice cai para quase a metade entre as jovens (43%). É uma diferença grande,... [Leia mais]
As profissionais mais jovens e as mais experientes possuem visões distintas sobre o avanço da equidade de gênero no ambiente corporativo, aponta a pesquisa “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, realizada pela Todas Group e da Nexus.
Enquanto 78% das mulheres de 41 a 59 anos afirmam ter enfrentado barreiras de crescimento por causa do gênero, 43% das jovens entre 18 e 24 anos relatam ter se deparado com a mesma dificuldade.
“Existe um contraste de percepção. Enquanto oito em cada dez mulheres maduras relatam barreiras de gênero, esse índice cai para quase a metade entre as jovens (43%). É uma diferença grande, que mostra que a nova geração entra em um mercado mais aberto ao diálogo, mas ainda não testou os limites do topo da pirâmide. A equidade só será real quando o otimismo das mais jovens se refletirem chances iguais de promoção quando forem mais experientes”, afirma a gerente de Pesquisas da Nexus, Ana Lemos.
O contraste geracional também aparece na percepção sobre o ambiente de trabalho. O grupo de 41 a 59 anos é o que mais relata ouvir comentários machistas ou piadas preconceituosas (59%), dizendo enfrentar esse tipo de situação às vezes (37%), frequentemente (17%) ou o tempo todo (5%).
O percentual cai para 39% entre as mulheres de 18 a 24 anos — sendo que 25% dizem ouvir às vezes, 7% frequentemente e 7% o tempo todo.
Enquanto 25% das profissionais mais jovens disseram nunca ter ouvido esse tipo de comentário no ambiente corporativo, apenas 12% das que têm entre 41 e 59 anos têm a mesma percepção.
“Os dados mostram uma mudança geracional importante no mercado de trabalho: as mulheres mais jovens percebem mais reconhecimento e mais espaços de debate sobre equidade, o que indica avanços na cultura corporativa. Mas as barreiras de gênero tornam-se nítidas conforme elas sobem na pirâmide. Ao tentar chegar ao topo, as mulheres esbarram no ‘teto de vidro’, aquela barreira invisível onde os cargos de liderança ainda são ocupados majoritariamente por homens”, avalia Dhafyni Mendes, cofundadora da Todas Group.
Para o levantamento, a Nexus e a Todas Group entrevistaram 1.534 mulheres em cargos de liderança entre 6e 22 de fevereiro.