Se antes o procedimento era associado a resultados artificiais — pele tensionada e traços endurecidos —, hoje o alvo costuma ser outro. O que mudou, segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foi menos a mão do cirurgião e mais o entendimento do que, de fato, envelhece no rosto.
“Hoje sabemos que não é só a pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular e alterações nos ligamentos. O lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, explica.
Na prática, isso se traduz em abordagens mais individualizadas. Em vez de simplesmente tracionar a... [Leia mais]
Se antes o procedimento era associado a resultados artificiais — pele tensionada e traços endurecidos —, hoje o alvo costuma ser outro. O que mudou, segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foi menos a mão do cirurgião e mais o entendimento do que, de fato, envelhece no rosto.
“Hoje sabemos que não é só a pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular e alterações nos ligamentos. O lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, explica.
Na prática, isso se traduz em abordagens mais individualizadas. Em vez de simplesmente tracionar a pele, o cirurgião reposiciona estruturas profundas, muitas vezes combinando técnicas. É o que alguns especialistas já chamam de “lifting híbrido”. Em casos como o de Denise Richards, por exemplo, além do lifting, é provável a associação com elevação de supercílios e blefaroplastia para reposicionar o olhar.
Hoje, o procedimento funciona quase como um menu sob medida, com técnicas que variam conforme a anatomia e o padrão de envelhecimento de cada paciente. Veja os principais tipos:
“Além disso, associamos, na grande maioria dos casos, elevação de supercílios, enxertia de gordura, blefaroplastia, laser e tecnologias complementares, abordando o envelhecimento de forma tridimensional”, destaca Lassance.
Durabilidade
Quando se trata de lifting, uma das principais dúvidas envolve a durabilidade. De acordo com Lassance, ela é multifatorial e depende de estilo de vida, hábitos, genética e cuidados com a pele. “Tenho pacientes que estão ótimas após 20 anos de procedimento e outras em que uma nova cirurgia foi feita depois de 2 anos”, conta a cirurgiã.
Ela explica que técnicas que atuam em planos mais profundos tendem a durar mais. Já a região do pescoço, por ter uma pele mais fina, costuma apresentar sinais de envelhecimento novamente com mais facilidade. “Nesses casos, pequenos retoques podem ser feitos até em consultório”, diz Lassance.
“Hoje, o lifting faz parte de um plano contínuo de rejuvenescimento, não é um evento isolado. O resultado depende tanto da técnica quanto da forma como o paciente cuida da pele e do envelhecimento ao longo do tempo”, conclui Lassance.