Isso porque não era qualquer franja, mas sim a de Andy Sachs, só que reeditada. Um aceno direto ao primeiro filme, mas com uma atualização tão precisa que deixou o mundo fashion em estado de euforia. Nostálgica e, ao mesmo tempo, mais leve, desfiada, quase espontânea e absolutamente contemporânea — o tipo de equilíbrio que não se ensina, simplesmente se acerta.
Ao lado dela, Meryl Streep fez exatamente o que se esperava dela, mas ainda assim dominou a cena. Apareceu de Chanel por Matthieu Blazy, uma escolha de linhas precisas, construção impecável e nenhuma necessidade de excesso. Mostra que Miranda Priestly continua fiel ao seu princípio mais poderoso: o... [Leia mais]
Isso porque não era qualquer franja, mas sim a de Andy Sachs, só que reeditada. Um aceno direto ao primeiro filme, mas com uma atualização tão precisa que deixou o mundo fashion em estado de euforia. Nostálgica e, ao mesmo tempo, mais leve, desfiada, quase espontânea e absolutamente contemporânea — o tipo de equilíbrio que não se ensina, simplesmente se acerta.
Ao lado dela, Meryl Streep fez exatamente o que se esperava dela, mas ainda assim dominou a cena. Apareceu de Chanel por Matthieu Blazy, uma escolha de linhas precisas, construção impecável e nenhuma necessidade de excesso. Mostra que Miranda Priestly continua fiel ao seu princípio mais poderoso: o controle absoluto.
Se Anne joga com memória e reinvenção, Meryl sustenta o território que nunca deixou de ser dela. Uma contraposição que funciona quase como um roteiro: de um lado, a moda em transformação; do outro, a moda como autoridade.
Ainda assim, é revelador que, em meio a tanto peso histórico e estético, seja justamente um detalhe — uma franja redesenhada — que capture o olhar coletivo. Isso porque talvez ali more o gesto mais atual de todos: revisitar o passado sem ficar preso a ele.