A professora brasileira Célia Maria Cassiano, formada em ciências sociais, viajou até Zurique, na Suíça, para realizar o procedimento de suicídio assistido. Ela morreu na última quarta-feira, 15, após uma longa e dolorosa luta para conseguir o direito de pôr fim ao próprio sofrimento.
A atrofia muscular progressiva (AMP), com a qual foi diagnosticada em 2024, é uma doença degenerativa e sem cura que causa perda gradual da força muscular, levando a dores intensas, dificuldades respiratórias, perda de mobilidade e dependência total para funções básicas como comer, falar e até mesmo respirar sem ajuda de... [Leia mais]
A professora brasileira Célia Maria Cassiano, formada em ciências sociais, viajou até Zurique, na Suíça, para realizar o procedimento de suicídio assistido. Ela morreu na última quarta-feira, 15, após uma longa e dolorosa luta para conseguir o direito de pôr fim ao próprio sofrimento.
A atrofia muscular progressiva (AMP), com a qual foi diagnosticada em 2024, é uma doença degenerativa e sem cura que causa perda gradual da força muscular, levando a dores intensas, dificuldades respiratórias, perda de mobilidade e dependência total para funções básicas como comer, falar e até mesmo respirar sem ajuda de aparelhos.
Diante de um quadro de sofrimento físico e emocional insuportável, sem perspectivas de melhora ou tratamento eficaz, Célia optou por buscar o recurso legal disponível na Suíça, país europeu onde o suicídio assistido é permitido sob determinadas condições, como comprovação de doença incurável e plena capacidade de decisão. O suicídio assistido ainda é proibido no Brasil, mas permitido em países como Holanda e Bélgica.
Em seu perfil no Instagram, a professora utilizava o espaço não apenas para relatar sua própria jornada, mas também para conscientizar o público sobre as agruras da AMP e a realidade de quem vive com uma condição degenerativa. “Tive uma vida digna e lutei pelo meu direito à morte digna”, disse em vídeo de despedida. Veja:
https://www.instagram.com/reels/DXJgYQgCC8z/